Este blog tem como finalidade misturar meus pensamentos, minhas opiniões (e a dos outros) ou simplesmente informar, sobre os mais variados assuntos, de maneira objetiva e descontraída, sob o ângulo de um jovem recém-formado em jornalismo, curioso, contestador e observador.
Ao longo dos anos, é comum ouvirmos que isto ou aquilo não é cultura, que a oposição entre o que é erudito e popular costuma fazer parte da discussão entre intelectuais engajados na defesa de uma cultura elitista ou estudiosos defensores da cultura popular como um escudo das camadas sociais desfavorecidas.
Então qual seria o papel da mídia no meio dessas duas posições? Ora, se temos hoje um leque de canais em que a cultura se mostra atuante, por que não mostrar à sociedade que por meio dela é que o indivíduo constrói sua história, o liberta das correntes demagógicas que o prende. Esse é o papel do crítico cultural (especialista na análise e crítica das chamadas “sete artes”: literatura, música, teatro, pintura, escultura, arquitetura e cinema).
Mas atualmente notamos que o papel do crítico não tem mais o vigor de antigamente, principalmente nos meios impressos, tomados por aqueles que se preocupam com as fofocas de celebridades, se distanciando daquela função que lhes foi atribuída no século XVIII (1711) com a revista inglesa diária Spectator: “tirar a filosofia dos gabinetes e bibliotecas e levá-la ao conhecimento das pessoas educadas, mas não somente especialistas.”. É ter uma visão ampla, despida de preconceitos ao avaliar quaisquer obra e nela encontrar qualidade e alertar, se caso exista, sobre sua pobreza artística.
O verdadeiro crítico é aquele que lê, se atualiza e não faz concessões ao comentar qualquer obra. Na atualidade, um tipo quase em extinção.
A Rádio Eldorado inicia a temporada 2010 do projeto Grandes Encontros, que chega à sua oitava edição, com shows gratuitos no Shopping Anália Franco, na zona leste de São Paulo.
A cantora Paula Toller se apresentou no último dia 21, cantando músicas do seu recente CD e DVD “Nosso”, um trabalho que reúne faixas de sua carreira solo a partir do disco "Paula Toller" de 1998 e do também elogiado álbum "Só Nós", de 2007.
Apesar dos problemas técnicos ocorridos com a acústica na abertura do show, o que foi logo corrigido, Paula Toller animou a platéia distribuída nos vários pavimentos do shopping. O repertório, bastante eclético, foi desde os clássicos do Kid Abelha “Como Eu Quero”, “Grand’hotel” passando por Beth Carvalho (1800 Colinas), Rita Lee (Saúde) e Carmem Miranda (E O Mundo Não Se Acabou). Da fase solo, entraram “Derretendo Satélites”, “À Noite Sonhei Contigo” e “Oito Anos”, dedicada ao filho Gabriel.
Dividindo o palco com o cantor Jorge Ailton e o ex-guitarrista do Legião Urbana, Dado-Villa Lobos nos duetos em “Por Enquanto” e “Tudo O Que Vai”, do Capital Inicial, Paula Toller pôde mostrar que sua maturidade vocal é capaz de passear tanto pelo pop/rock até por preciosidades como “Fly Me To The Moon”, eternizada por Frank Sinatra, do disco de 1999, em uma interpretação leve e peculiar.
O show foi transmitido ao vivo pela Rádio Eldorado FM (92,9) para a capital paulista e em vídeo no site Território Eldorado.
Dando continuidade ao projeto, estão confirmadas as apresentações de Zélia Duncan em 25 de abril e do sambista Diogo Nogueira, em 30 de maio.
Uma homenagem ao cartunista Glauco Villas-Boas (1957-2010) por uma de suas personagens mais famosas, a saliente Dona Marta, criada em 1981, inspirada em uma amiga.
Os domingos não são mais os mesmos, pelos menos para a produção do programa Fantástico, da Rede Globo. A atração (atualmente apresentada por Patrícia Poeta e Zeca Camargo) vem perdendo suas características originais, com quadros puramente voltados ao entretenimento e com pouco conteúdo jornalístico.
Como resposta, o programa registrou nos últimos meses as piores médias de audiência de sua história. No dia 25 de outubro, chegou a 17,6 pontos de média na Grande São Paulo, abaixo de outro momento crítico, quando fez 17,8 na estreia do reality show “Casa dos Artistas”, do SBT, em 2001.
A queda no Ibope ocorre justamente quando a concorrência começa a ganhar força no horário nobre dominical. A Record ficou em segundo lugar, em 30 de outubro, na estreia do “Programa do Gugu”, com média de 13,1 pontos. O SBT, que o ocupa parte do horário com o “Programa Silvio Santos”, teve 9,8 pontos. A Rede TV!, com o “Pânico na TV”, das 21h às 23h30, fez 8,6 pontos.
O que vem realmente causando esta baixa no Ibope? O professor de jornalismo da ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes), Eugênio Bucci, levanta a hipótese de que o formato do programa, generalista, possa estar esgotado.
"Há 30 anos, a TV tinha menos opções, menos canais e menos competição. Ali, essa fórmula de revista não era banal, mas sim interessante", diz Bucci. Com a segmentação, os programas têm de ter nível de especialização. Para ele, pode ser difícil para o público identificar "a cara do 'Fantástico' hoje", enquanto sabe com mais facilidade o que esperar dos concorrentes.
Muniz Sodré, especialista em comunicação e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) possui uma avaliação similar, e acrescenta que a internet possibilitou a participação de cada um na elaboração da informação. "A participação na construção da notícia, pelo comentário nos blogs, por exemplo, obriga uma mídia centralizada, como a TV, a redefinir seus públicos", afirma. "O público amplo de massa dos anos 1970 se constitui em comunidades a partir dos anos 1980. A grande mídia não parece ter notado isso."
Nos quadros “Liga das Mulheres”, “Cinco Meninas e um Vestido” e “Reunião de Condomínio”, há a tendência de apostar na proximidade com a vida do telespectador.
A proposta inicial dos criadores do “Fantástico”, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, e Walter Clark, responsáveis pelo “padrão Globo de qualidade”, era mesclar jornalismo e entretenimento.
O “Fantástico – O Show da Vida” estreou no dia 5 de agosto de 1973. O formato unindo notícia, música, humor, dramaturgia, documentários, reportagens investigativas e de denúncia garantiram à revista eletrônica, durante 36 anos, o primeiro lugar em audiência nas noites de domingo.
Abaixo, as principais atrações do Fantástico, em diferentes épocas.