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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

VOLTANDO A ESTE VELHO BLOG

Estou de volta, depois de sete longos meses. Esse tempo foi necessário para que eu pudesse dar conta dos produtos jornalísticos, uma disciplina do curso de jornalismo, e do estágio no Detran de São Paulo. Confesso que a vontade de escrever ficou adormecida durante esses meses. As ideias ficavam passeando em minha mente, misturadas com a ansiedade de entregar os trabalhos e o estresse da rotina no estágio. E nada de ir pro papel, ou seja, pra tela branca do computador.

Escrever era preciso. Mas como redigir quando as ideias são uma miscelânia entre crônicas ou roteiros de cinema ou TV. Ah, esqueci de dizer que essas áreas que eu gostaria muito de adentrar. Quando mais novo, fiz uns manuscritos bem imaturos de algumas histórias que criei, e que estão guardados no fundo da gaveta de minha velha escrivaninha, que jocosamente chamo de "herança de D. Pedro I". O móvel tem estilo, de madeira resistente, mas acho que não se adapta ao ambiente lá de casa, pois deixou o quarto que não ocupo menor do que já está, depois de uma longa reforma ainda inacabada.

Espero que eu não volte a abandonar este velho amigo, pois as visitas serão menos frequentes devido ao TCC, o qual o considero não como um filho, como muitos preferem chamá-lo, mas sim como uma escultura na qual devo trabalhar a forma.

Como bom perfeccionista que sou, a forma está longe de ser aquela que penso ser ideal. Além de uma escultura, o TCC é um túnel cuja luz está bem distante, mas que no caminho você é guiado por lanternas (as ideias). Às vezes elas precisam de pilhas novas (motivações) pra escrever. E o que mais me faz continuar apaixonado pelo tema que escolhi são os exemplos que encontro em cada livro achado nas prateleiras das bibliotecas da cidade.

Em breve postarei o tema do meu TCC, depois que ele estiver bem definido e menos complicado. Pra quem está enforcado quanto à escolha do tema fica uma dica: se o projeto do TCC não está lá aquelas coisas, reescreva!


Foto: site Gratisonline.com.br

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O DIA EM QUE FUI PRA BALADA SOZINHO

Agora eu pergunto: o que você você faz para esquecer um dia ou uma semana estressante? Chega quarta, quinta-feira e não vê a hora de chegar a noite de sexta e dizer “Ufa! A semana acabou!" E o que fazer então no sábado e domingo? Muita gente vai fazer as coisas mais comuns ou incomuns, como lavar a roupa, limpar a casa; ou para aqueles que têm algum hobby, como fotografar paisagens, subir parede de escalada, pintar quadros, fazer tai chi chuan, cuidar da coleção de tampinhas de garrafa, enfim, uma série de coisas pra esquecer uma semana de pesadelos.

Posso citar os que frequentemente perturbam 9 em cada 10 pessoas neste mundo: bronca de chefe, dicussão com namorada (o), discussão com os pais, com os irmãos, ou simplesmente aquele dia que você aparentemente levantou com o pé esquerdo. Sim, isso mesmo, são sintomas do dia do azar. Mas afinal, que raios é o dia do azar? Eu explico, na minha humilde definição particular. Pegar metrô e ônibus lotados e encerrar o dia com uma discussão familiar, pode-se dizer que, com certeza, fui “agraciado” com o dia do azar. Nada mais justo que no final de semana eu “delete” esse dia ou essa semana me divertindo de alguma maneira, esquecendo até mesmo meu nome. Mas como?

Eu queria ir pra balada no sábado à noite. Tinha de ser no dia 26 de setembro! Puxa, a semana seguinte seria a do meu aniversário! Na quarta (dia 30) eu faria 26 anos e eu teria de comemorar de qualquer jeito. Eu já tinha escolhido o programa, seria a festa do Projeto Autobahn (a festa anos 80), que já fui no ano passado e gostei muito. Eu queria repetir a dose. Mas nenhum amigo estava disponível para me acompanhar. Aí pensei: sair à noite sozinho seria dureza. No entanto, tive coragem. Sim, porque é preciso ter coragem, pra quem não tem carro, sair à noite no centro de São Paulo. Temos muitas opções pra curtir a vida noturna, porém, pra quem anda a pé a segurança vai de mal a pior.

É uma aventura andar ali, mas fui pra lá destemido. Cheguei por volta da meia-noite e meia e consegui curtir o especial das mais pedidas do Tears for Fears, The Human League e Alphaville. No início dancei timidamente, mas desta vez, como eu estava sozinho, me travei mais ainda. Adoro dançar, mas confesso que pra me soltar assim demora um pouco.

Se eu estivesse com os meus amigos ali, me soltaria mais fácil. Mas com o som já rolando, comecei com os primeiros passos, nem me importando se eu estava pagando mico. Olhei em volta e vi que eu não era o único. Muitos dali, de diferentes profissões, diferentes estilos de vida queriam mesmo é “apertar o delete” e serem felizes, pelo menos numa noite de sábado. Ri dos caras que tentavam impressionar as meninas, dos foras que levavam.

E se por um momento esqueci a minha vida cheia de problemas, relembrando as músicas da minha infância, significa que eu já estava pronto pra começar outra semana e talvez imunizado contra os percalços da fase adulta. Voltei pra casa com o propósito de registrar esse momento no blog e dividi-lo com todos aqueles que têm ou tiveram o tal dia do azar. Eu recomendo: saia do tédio e faça o seu final de semana ser inesquecível. Sair acompanhado de si mesmo fortalece ainda mais sua auto-estima. Eu sou minha melhor companhia!

domingo, 8 de novembro de 2009

TER OU NÃO TER UM BLOG?... EIS A QUESTÃO

Sim, eu confesso! Confesso que até agora resisti. Não sei se a uma tentação ou a uma moda dos últimos 10 anos: ter um blog. Mas graças a um diário virtual de um amigo, tive a coragem.

Quero, antes de mais nada, explicar que não farei deste blog um diário qualquer (piegas), daqueles que se registra até um simples espirro, a ida do cachorrinho ao veterinário ou que roupa vou usar na balada de sábado.

Não, pessoal, não vou me render a essas futilidades. Quero que o meu blog tenha conteúdo (inteligente, objetivo, e principalmente cultural). De verdade. Que fale de qualquer assunto, sem censura, sem frescura, Quero a opinião sincera de vocês, mortais internautas que, acidentalmente, caíram nesta singela página e se perguntaram: puxa, mais um blog! Mais uma tela cheia de blá-blá-blá! Mais um canal pra algum desocupado escrever o que lhe vem à cabeça!

Eu espero fazer mais do diferente. E não do mesmo. Hoje, por exemplo, um feriado de 7 de setembro... Pimba! Resolvi criar um blog. Na noite anterior, reuni os amigos aqui em casa, até o dia seguinte, risadas, cervejas, DVD, música, rimos com os vídeos do Youtube, nada demais. E hoje, estou sozinho, em frente ao computador e me deu vontade de escrever tudo o que penso, pensei, ou ainda vou pensar. Não é tédio, é um processo de libertação. Sabe quando você está tomando seu café da manhã, solitário na cozinha, e olhando para o nada, você pensa “o que estou fazendo da minha vida?”.

Pode ser crise existencial. Será? Transição da fase adolescente para a adulta? Já estou com 25 anos (quase 26) e minha adolescência já se encerrou faz tempo. Acredito que sou mais feliz agora do que com 15 anos. Minha fase de baladas começou após os 18. Tive uma mãe superprotetora e agora entendo que conheci o mundo no momento certo. A fase para experimentações só está começando. Então, por que não começar por um blog? Será mais um dentre milhões que existem por aí, mas será o meu espaço, os meus pensamentos expostos, minhas opiniões divulgadas e espero... comentadas.

Pé na tábua! Uma idéia na cabeça e uma tela em branco no computador esperando que as palavras sejam disseminadas como o vento que leva a poeira para todos os cantos.

Este texto foi originalmente escrito em 7 de setembro de 2009. Dois meses depois, já estou com 26 anos. E este blog foi (aleluia!) criado em 6 de novembro de 2009, na sala de informática da faculdade.